Ladrão que perdoa ladrão, tem maioria no congresso!

Ontem todos, aqueles que quiseram, assistiram a Democracia brasileira receber seu golpe de misericórdia. Primeiro, por vermos a democracia ser transformada em cleptocracia; segundo, por assistirmos muitos deputados dizerem que: sim, ele é corrupto, mas frente a estabilidade do país, não podemos investigar a sua conduta imoral.


Mas a parte o que assistimos, eu estou mais preocupado pelo o que não vimos. Não vimos o povo nas ruas. Não vimos as panelas soarem. Não vimos, e não ouvimos o judiciário, leia-se STF. E tudo isso nos faz pensar que sim, o Jucá havia razão, ou melhor, sabia exatamente o que estava dizendo. Felizmente, ou infelizmente, isso tudo são águas passadas, e já o era desde sempre, menos para a velhinha de Taubaté.

Mas arrisco, e vou mais além. O que ainda não vimos ontem, e tampouco nos últimos meses, e anos é a esquerda brasileira, ou todos nós, que lutamos por um país mais justo, apresentarmos um projeto para o Brasil.  Fato é que não temos, ou ainda pior, temos vários!

Não temos um projeto que nos una. Não temos um candidato. Não temos união. Não temos visão, ou temos?

Caso tenhamos algo que possa convergir toda essa massa dispersa pelo pais, e pelo mundo, para assumirmos de uma vez por todas o rumo da nação, então que se apresente agora.

Este é o momento de união, em pro de um projeto para estabelecer um governo do povo e para o povo no Brasil. Que o amanhã seja cheios de disputas entre nós, mas que seja para ver quem complementa da melhor forma o que o antecessor tenha feito de bom. Erraremos?! Muito! Espero que tenhamos ao menos o direito de errar, o que Dilma não teve, pois assim estaremos ao menos tentando. Só não erra quem não tenta fazer, e nós podemos e temos o direito de tentar. Por nós e por todos aqueles que virão. Mas temos que começar já!

2018 está aí e Lula, Dilma e tantos outros são passado, e eles sabem disso. Não coloco aqui o mérito se são honestos ou não. Digo apenas que temos que aprender com os erros e acertos deles e de outros e seguirmos em frente.

O outro lado pode ter o capital, mas nós somos a força  que produz. Sem a nossa mão operária eles serão o nada. Eles jamais descerão até o campo para plantar. Jamais irão acordar o Sol nas fábricas. Jamais vestirão a camisa do Povo, pois eles acreditam que são mais do que nós. Somos nós que teremos que mostrar-lhes que somos iguais, e que todos temos direitos e deveres, nem mais nem menos.

Quanto ao ladrão que perdoou o outro ladrão, nada podemos fazer, agora. Mas em 2018 podemos fazer com que eles saibam que não nos esquecemos deles.


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