A Economia Solidária e o Empreendedorismo Coletivo, um caminho para a integração e inclusão social dos imigrantes.
Por
Paulo Melo
Helsinki,
05 /11/2015
A
economia solidária pode ser vista como um instrumento empoderador
para as camadas mais frágeis da nossa sociedade atingidas por uma
crise global de valores. Tem como objetivo resgatar os valores
sociais, políticos e culturais em uma economia predominantemente
capitalista para então, incorporando os aspectos econômicos,
ressurgir na forma de uma outra maneira de se fazer economia. Sendo
este modelo econômico pluralista e multidimensional, pode ser
aplicado em todos os setores, englobando toda a cadeia produtiva.
Economicamente viável e ecologicamente sustentável, tem em sua
característica respostas imediatas, a curto, médio e a longo prazo,
e diz respeito a todo ser vivo neste planeta, pois significa viver
bem, viver mais, mas acima de tudo, possibilita uma esperança de
vida melhor para as gerações futuras.
Essa
economia pode ser implementada de várias formas. Aqui falamos de uma
de suas manifestações, os empreendimentos coletivos, como resposta
ao desemprego e a exclusão social trazida por este. Bem sabemos que
em tempos de crise, principalmente em países que recebem um alto
fluxo de imigrantes, estas populações são as primeiras atingidas,
tando social quanto economicamente. Por um lado, a redução da
oferta de postos de trabalho e a falta de especialização destas
populações que imigraram nas décadas passadas, geram grupos de
excluídos segregados e sujeitos a marginalização nas periferias
das cidades industrializadas espalhadas pela Europa. Por outro lado,
o recente fluxo migratório de mão de obra altamente qualificada nos
últimos anos, e que chegaram à Europa em busca de melhores
condições sociais para viver, fazem com que este momento se torne
especial para uma inovação social e econômica na Europa. A
integração socioeconômica dos imigrantes de ontem e de hoje pode
ser uma oportunidade para o velho continente dar um salto para um
futuro de paz e prosperidade.
Neste cenário, os empreendimentos coletivos podem se transformarem em uma resposta para esta integração através da geração de empregos. Da conexão destes dois grupos, podem surgir oportunidades em muitos setores, desde a produção de bens de consumo a produção de serviços, onde a Economia Solidária é o instrumento facilitador desta conexão, criando empregos e promovendo a inclusão social.
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